Diario do Comércio do São Paulo (21/12/2004)
Novo programa de videoconferência chega para reduzir os custos
CloudMeeting é o novo serviço voltado para profissionais e empresas para economizar com DDDs e viagens
Fotos divulgação: Tela do programa CloudMeeting (à esq.); John Callon (acima) faz videconferência no aeroporto
Por Bárbara Oliveira
Com a popularização de softwares que usam a telefonia IP para comunicação de longa distância entre os usuários domésticos, resultando em grande economia de pulsos e interurbanos, as pequenas e médias empresas e profissionais autônomos também começam a usufruir de soluções mais robustas. Alguns desses aplicativos ganharam recursos de segurança, qualidade na transmissão de voz e vídeo, facilidade de uso e preço competitivo.
É o caso do CloudMeeting, um serviço de videoconferência e colaboração via internet, lançado neste mês pela empresa brasileira Cloud Convergence, com sede no Rio de Janeiro e filial em San Jose, na Califórnia.
"É um software de videoconferência personalizado que incorpora áudio, vídeo e compartilhamento de documentos, planilhas e até apresentações multimídia em PowerPoint, voltado para consultorias de médio porte, clínicas médicas, empresas que tenham filiais no interior do Estado ou fora dele, e profissionais que queiram reduzir custos com viagens, telecomunicações e aumentar sua produtividade", explica o diretor-presidente da Cloud Convergence, John Callon.
O produto vem sendo testado há alguns meses no Brasil e em empresas do exterior, com usuários na China, Noruega, Bulgária e Canadá e agora começa a ser vendido por R$ 99 mensais no site www.cloumeeting.com. Esse preço é cobrado mensalmente por tratar-se de um serviço de comunicação e que, segundo Callon, vai "democratizar o uso da videoconferência de qualidade e com mais segurança no mercado de small business e entre profissionais, e que até agora era acessível só a grandes empresas".
Ele lembra que muitas companhias de grande porte recorrem ao aluguel de salas de videoconferência quando querem fazer uma reunião profissional com suas filiais, e chegam a pagar R$ 800 a hora para ter esse serviço disponível. "Além disso, quando as empresas e profissionais liberais computarem o quanto elas vão economizar com viagens e interurbanos, verão que o valor de R$ 99 é irrisório", acredita Callon.
A Cloud tem clientes que já testaram e aprovaram o produto antes mesmo de ele ser lançado no mercado. Um deles é uma consultoria com filiais fora do Rio; um escritório de advocacia com escritórios em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e clientes na China; uma empresa de pesquisas que têm clientes pelo Brasil e uma clínica médica no Canadá. "As empresas de TI que estão terceirizando suas operações em vários lugares do mundo e os exportadores também serão nossos potenciais clientes", diz o executivo.
Callon não gosta que o CloudMeeting seja comparado aos já conhecidos softwares de comunicação que usam a internet como o Skype, o Net2Phone ou até mesmo ao velho conhecido de usuários de Windows, o Netmeeting, que é um aplicativo de videoconferência da Microsoft, pois todos eles são peer-to-peer.
"Esses são softwares ponto-a-ponto, mais voltados para uso doméstico ou para voz, enquanto que o CloudMeeting está baseado numa arquitetura cliente/servidor suportando a comunicação e a colaboração à distância, em tempo real, e com garantias de segurança e qualidade para mercado corporativo."
A videoconferência pode ser completada com 2 ou 200 pessoas ao mesmo tempo, em diferentes hardwares e com suporte para linha discada ou banda larga. O usuário que estiver falando com outras pessoas, pode configurar a tela para que várias delas apareçam na conversa, cujas imagens podem ser ampliadas ou arrastadas para outra área do monitor. O software monitora a velocidade da conexão da banda fazendo os ajustes necessários, o que significa que ele percebe os aumentos e reduções de banda disponível (entrada e saída), mede a latência do ciclo total e adapta para enviar e receber os streamings de áudio.
A segurança e a privacidade da comunicação estão garantidas, segundo o presidente da Cloud Convergence, porque a voz e os dados são encriptografos via protocolo SSL (Security Socket Layer). "Só usamos como padrão a porta de saída HTTPS de tráfego seguro de web, além disso, o programa é compatível com os firewalls do mercado, sem a necessidade de configurações especiais como exigem seus concorrentes", explica John Callon.
Nesta fase inicial, o programa de 4 MB vem em três idiomas: inglês, português e espanhol, e depois de baixado da internet, o usuário ganha uma senha para uso imediato. A única exigência para a videoconferência é que ele disponha de uma webcam que não precisa ser profissional. O uso de headfones também é recomendado, caso o usuário queira privacidade na sua conversa.
O data center da Impsat, no Brasil, foi o escolhido pela Cloud Convergence para hospedar globalmente o serviço, embora tenham sido considerados data centers de Miami, preferidos por muitas empresas brasileiras por terem custos mais baixos.
"Fizemos uma negociação vantajosa com o Impsat, além disso concluímos que os testes técnicos, o nível de suporte e a transparência da comunicação entre as equipes ficaram acima de nossas expectativas, por isso achamos que o Impsat será um parceiro com um dos melhores níveis mundiais em capacidade de interconexão, escalonamento e segurança", explicou o executivo da Cloud.
Analistas da Frost & Sullivan calculam que o mercado mundial de videoconferência pela internet atinja a US$ 8 bilhões em 2005, e o que o CloudMeeting quer é participar com uma fatia desse bolo, esperando conquistar 8 mil clientes em 2005, sendo que 5 mil devem ser no exterior.
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